terça-feira, 4 de setembro de 2012

COMUNICADO



SUSPENSÃO DA GREVE

Após 69 dias de greve da categoria em nossa instituição, os professores da UFFS reunidos em assembleia nos cinco campi no dia 03/09 decidiram pela suspensão do movimento paredista. Tomaram parte dessa importante deliberação 229 docentes, situando a UFFS novamente no marco das assembleias mais representativas e participativas da categoria em âmbito nacional, ocasião na qual 158 docentes se posicionaram favoráveis à retomada das atividades acadêmicas paralisadas. No entanto, cabe informar que a suspensão da greve não significa o fim da mobilização, o abandono das pautas de reivindicação da categoria ou o entendimento com o governo. Pelo contrário, lamentamos a posição intransigente do governo federal em se opor à reabertura de negociações.

Os docentes da UFFS saem da greve por considerá-la nessa atual conjuntura uma tática de pressão que dificilmente sensibilizará o governo. Novas formas de mobilização e pressão já estão no horizonte do movimento docente, especialmente nesse momento em que o PL 4.368/2012 inicia sua tramitação no Congresso Nacional. Saímos também por considerar que os prejuízos da continuidade de uma greve muito longa aos discentes e à sociedade em geral seriam maiores do que os possíveis ganhos do movimento. Ganhos esses, importante sempre sublinhar, não apenas salariais e restritos aos professores. Saímos, por fim, com a perspectiva de seguir lutando em outras esferas e arenas, inclusive, com a perspectiva de traduzir para o cenário local esse acúmulo político e organizativo que adquirimos como categoria e sujeito coletivo, inscrevendo-nos de um modo protagônico no cerne das mais generosas ideias que irão compor o quadro de um possível projeto popular, autônomo e democrático para a UFFS. Não poderia ser diferente e nem deve ser desprezado: para uma universidade que busca reiteradamente referências nos movimentos sociais, foi a primeira greve da UFFS que calçou a emergência da categoria docente como movimento classista organizado. Como trabalhadores da educação em movimento, somos a contribuição da UFFS para o enriquecimento e diversificação do universo dos movimentos sociais da região. 

CALENDÁRIO ACADÊMICO E RETORNO DAS AULAS

Em reunião no dia 04 de setembro de 2012, o comando de greve esteve reunido com a reitoria, representantes dos estudantes e demais professores interessados para tratar do retorno às aulas e do calendário acadêmico. 

Nessa reunião ficou acordado que os professores retornarão às aulas no dia 10 de setembro (segunda-feira) para início da reposição das aulas do primeiro semestre de 2012. Este foi o posicionamento da Assembleia Geral do dia 2 de setembro. O calendário acadêmico do segundo semestre de 2012 será negociado em reuniões que acontecerão a partir da semana que vem. Para definir o posicionamento do Comando, foram convocadas assembleias locais. 

COMANDO LOCAL DE GREVE

terça-feira, 28 de agosto de 2012

ERECHIM - MAIS UM ATO NAS RUAS DA CIDADE

Atividade na Praça da Bandeira - Centro de Erechim

Nesta segunda, dia 27 de agosto, tivemos mais uma demonstração de força da GREVE do funcionalismo público federal.
Diversas categorias do serviço público promoveram um ato no centro de Erechim. Integrantes do Ministério Público Federal, Justiça Federal, Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho e UFFS Campus Erechim estiveram juntos pressionando o governo federal a negociar com as categorias.
É importante destacar a presença de ESTUDANTES da UFFS/Erechim neste ato, mostrando a integração dos diferentes segmentos em defesa da qualidade do serviço público em nosso país.


Acompanhe a repercussão na mídia local:

JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ

JORNAL BOM DIA

JORNAL BOA VISTA



NEGOCIA, DILMA!!

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

ERECHIM - MAIS UM ATO UNIFICADO PÚBLICO COM O IFRS



Na quarta-feira, dia 22 de agosto, os docentes e estudantes da UFFS/Erechim estiveram em ato público unificado com os colegas do IFRS Campus Erechim.

A atividade foi realizada no bairro Três Vendas, onde se localiza o campus do IFRS. 

Foi mais uma oportunidade de diálogo com a comunidade sobre a greve e uma demonstração de força do movimento dos educadores do Alto Uruguai gaúcho.

Queremos negociar.
NEGOCIA, DILMA!!



Confira uma das repercussões do ato na mídia local:

Greve geral, em toda a federal!

Carta Aberta dos Docentes da UFFS – campus Erechim


Aos representantes políticos da região do Alto Uruguai.

A atual greve dos Professores das Instituições Federais de Ensino já ultrapassou a marca dos 90 dias de mobilização em âmbito nacional. Esta luta tem por base a busca por uma proposta decente de reestruturação do plano de carreira e maiores investimentos em infra-estrutura, reivindicadas por dezenas e dezenas de milhares de professores federais em todos os estados da federação. Na Universidade Federal da Fronteira Sul, estamos a 60 dias nessa mesma luta que ainda se desdobra em pautas locais como um maior diálogo e transparência na relação da Reitoria com a comunidade universitária da UFFS, sobretudo no que implica o projeto de consolidação e expansão da nossa Universidade.

Temos enfrentado duras críticas quanto à legitimidade da greve de nossa categoria e da nossa participação na mesma, enquanto universidade em construção, em uma região que por anos lutou para a implantação da educação superior pública, gratuita e de qualidade. Faz-se necessário entender o contexto presente da nossa luta. O cerne da questão é o interesse que temos em que se assegure a real efetivação da expansão da educação superior, com qualidade, para regiões e grupos sociais historicamente a margem desse processo. Lutamos por isso, também exigindo a valorização do professor universitário, trabalhador que faz pesquisa nas mais diversas áreas do saber, realiza ações junto a comunidade e que impulsiona a formação de todos os trabalhadores graduados do país.
Queremos que as novas universidades, como a UFFS, possam realmente estruturar-se para ajudar no desenvolvimento humano e técnico da região, em “pé de igualdade” com as demais instituições já consolidadas nas capitais e no litoral, e não como algo menor, de baixa qualidade, que não precisa ser tão bom.

O Governo Federal tem se negado a negociar com os professores, desde antes da greve e quando o fez foi para encenar esse acordo indigno com o PROIFES (entidade que representa apenas 3% dos docentes das instituições federais de ensino), encerrando unilateralmente as negociações e é por isso que a greve continua. Resistiremos o necessário. Queremos voltar às aulas e ao cotidiano da vida acadêmica, mas não podemos enquanto o Governo não se dispuser a ouvir e negociar efetivamente nossa proposta. Parece que somos como subalternos preocupados com questões vãs, enquanto as “verdadeiras questões” não podem esperar. É humilhante a negligência com a qual temos sido tratados, enquanto professores e servidores federais comprometidos com a sociedade brasileira e o seu futuro. Mestres e doutores com reconhecidas condições para ensinar, fazer pesquisa e extensão, mas não para opinar sobre o seu plano de carreira, as condições em que lecionam e a cisão classista que querem ampliar no seio de nossa categoria.

Por essas razões é que conclamamos os atores políticos: movimentos sociais, vereadores, deputados, prefeituras que lideraram o Movimento Pró-Universidade no Sul do Brasil a se juntarem a nossa causa, a ecoarem nossas reivindicações, a exigirem a reabertura das negociações com os professores junto ao Governo Federal. Toda a luta e empenho que por mais de dois anos a população e as lideranças regionais realizaram até a conquista da criação da Universidade Federal da Fronteira Sul não pode ser arrefecida, tem de ser reavivada para consolidar-se definitivamente e com qualidade e não só como propaganda eleitoral.

O acesso a uma Educação Superior de qualidade é um direito do povo brasileiro e é dever dos nossos representantes do legislativo e executivo em âmbito municipal, estadual ou federal, realizar o que estiver ao seu alcance para que a máquina pública produza normas e rotinas e repasse verbas para as questões prioritárias do povo brasileiro: educação, saúde, assistência social e segurança. Todo o poder emana do povo e deve submeter-se as necessidades desse.

O real desenvolvimento regional, participativo, sustentável e compartilhado que se sonha para o Norte gaúcho, Oeste catarinense e Sudoeste paranaense, para o qual se almejou a contribuição da Universidade Federal como um dos catalisadores desse processo, está em risco. A própria essência do pacto federativo e da democracia representativa está em xeque, caso a expansão universitária se dê de forma apressada, onerando os municípios e frustrando centenas de milhares de novos graduandos, formados na ausência de condições suficientemente satisfatórias, e por professores federais, aviltados e desrespeitados em seus direitos políticos e sociais mais básicos.

Assim, lembramos aos destinatários dessa carta, que a luta de vocês não acabou com as conquistas do Movimento Pró-Universidade. A atual luta dos professores federais da região (não só da UFFS, mas dos IFs de Erechim e Sertão) ecoa e atualiza a luta da população pelo Ensino Público Federal. Que nossas lideranças e representantes paguem o débito que tem com o coletivo, solidarizando-se com nossas reivindicações e intermediando com o Governo Federal para que ele reabra as negociações.
Erechim, 21 de agosto de 2012.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

BOLETIM DOS SERVIDORES FEDERAIS (CSP - CONLUTAS)


Docentes em greve apresentam contraproposta na Comissão de Educação da Câmara



O Comando Nacional de Greve dos ANDES-SN (CNG/ANDES-SN) apresentou oficialmente, nesta quarta-feira (22), a contraproposta elaborada pelos docentes, que reafirma tanto ao governo quanto a sociedade a disposição da categoria em negociar a restruturação da carreira docente. O documento foi entregue aos parlamentares e será também protocolado junto aos ministérios da Educação e do Planejamento. Leia a carta entregue aos parlamentares.

A modificação preserva a natureza do trabalho acadêmico conforme a proposta de carreira docente do ANDES-SN, mas reduz os valores da malha salarial, aceitando o piso e teto propostos pelo governo, e também reduz os degraus entre níveis remuneratórios de 5% para 4%. Veja tabela.

“Abrimos mão de reajustes salariais, em defesa dos conceitos que recompõem a estrutura da nossa carreira, que vem sendo destruída ao longo dos anos. Projetamos a contraproposta dentro da amplitude remuneratória do governo. Desta forma, mostramos que é possível reestruturar a carreira dentro dos limites remuneratórios que o próprio governo estipulou”, disse Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN ao explicar as alterações aos deputados.

Participação na ComissãoPor solicitação do CNG do ANDES-SN, o deputado Newton Lima (PT-SP), convidou os docentes a participarem da reunião ordinária da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (22). O Comando de Greve dos Professores e dos Estudantes marcaram presença na reunião, carregando faixas e cartazes exigindo a reabertura de negociação e criticando a postura intransigente da Presidente Dilma Rousseff frente à greve no serviço público. Estiveram presentes também representantes da Fasubra, da Asfoc, entre outras entidades dos servidores públicos.
O deputado petista abriu a sessão convidando à mesa Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN, e Luiz Herinque Schuch, 1º vice-presidente do Sindicato Nacional. Em sua fala de abertura, Lima relembrou sua participação no ANDES-SN, o qual presidiu entre 1986 e 1988, e a luta dos professores pela carreira e a implantação do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE).
A presidente do ANDES-SN fez um histórico das negociações com o governo, que foram suspensas unilateralmente pelo Executivo no dia 1º de agosto, e fez um apelo para que os parlamentares se engajassem na luta pela reabertura de negociações.

“Solicitamos a todos os deputados, em especial aos da Comissão de Educação, que pressionem o governo, que tem se mostrado intransigente diante de nossas reivindicações. Elaboramos uma contraproposta porque queremos negociar. Estamos solicitando o empenho de todos vocês nesse processo, que tem por objetivo a valorização da nossa carreira e, acima de tudo, a defesa do Ensino Público Federal de qualidade”, disse Marinalva. 


Vários deputados se manifestaram favoráveis à reivindicação dos docentes. O deputado Paulo Ruben (PDT-PE), que também é docente na Universidade Federal do Pernambuco, reforçou o apoio à greve nas Federais e ressaltou que o governo tem capacidade fiscal para a valorização da carreira dos professores. 

Já deputado Nilson Leitão (PSDB-MT) lembrou que já foi aprovada por unanimidade na Comissão, uma audiência com a presença do ministro Mercadante e da ministra Miriam Belchior para discutir a restruturação da carreira docente. Ele cobrou que a data desta audiência, agendada para início de setembro, fosse antecipada dada a urgência do tema.

O deputado Newton Lima encerrou a sessão declarando que os 
deputados irão fazer todos os encaminhamentos necessários e possíveis para que “sejamos capazes de estabelecer um novo patamar de negociação entre os docentes e o governo”.

Manifestação

Ao término da participação na reunião da Comissão de Educação, os representantes do CNG do ANDES-SN e dos Estudantes saíram em manifestação pela Câmara dos Deputados, cobrando dos parlamentares a interveniência no processo para a reabertura de negociação.

De lá, foram demonstrar apoio à manifestação do movimento unificado dos trabalhadores do campo. O ato faz parte do encontro nacional movimentos sociais e entidade que atuam no meio rural brasileiro, que acontece desde segunda (20), no Parque da Cidade, em Brasília. 



Fonte: ANDES-SN